Parada!

Parada Gay (16)

Parada GLBT 2007 – Avenida Paulista – São Paulo.

Não sou uma pessoa muito bem informada, não vejo tv e nunca estou atenta às novidades. Isso fez com que eu fosse parar na Avenida Paulista no dia da Parada GLBT.

 
Parada Gay (6)

 

Sempre tive vontade de dar uma passadinha por lá, mas não imaginava que isso fosse acontecer naquele dia! Confesso que, a princípio, fiquei um pouco surpresa. Não imaginava que haveria tanta gente. Mal conseguíamos andar por lá, não havia espaço. É claro que era um pouco bangunçado, algumas câmeras e celulares foram roubados (foi o que disseram, mas não roubaram nada de mim e nem da galera que estava comigo) mas tenho que admitir que nunca vi tanta alegria assim, generalizada. Todo mundo feliz, sorrindo, fantasiado, curtindo, beijando, dançando, passando a mão, literalmente. Praticamente um carnaval. Mas tudo gente boa! Não havia tumulto e nem confusões. Muita gente simpática. Havia até famílias inteiras lá. E, além dos “furtos”, nenhum tipo de violência. O que é incrível, já que, segundo os organizadores, passaram por lá aproximadamente 3,5 milhões de pessoas.

parada1

 Não sou lá um modelo de empolgação. Na verdade, sou bem desanimada. Verdade verdadeira mesmo, eu sou é bem chata: não danço, não bebo, não gosto de baladas, não grito na torcida e nem corro pro abraço. Mas a avenida Paulista, em dia de Parada GLBT… tira qualquer um do sério. Ainda mais quando vi, lá longe, um dos carros “alegóricos” chegando, escrito “DEMOLIDOR” na frente, de forma imponente, e quando passa, os caras fortões, todos seminus, com asinhas de borboleta.

Parada Gay (38)

demolidores

Muito divertido! O mais interessante é que nesse dia dia, todas as pessoas que estão lá, estão isentas de qualquer tipo de preconceito… transformam um cartão postal da cidade, que durante todos os outros dias do ano é cenário de engravatados, sinônimo de trabalho e correria, em pura diversão. As pessoas são mais tolerantes e são capazes de mostrar o melhor de si sem vergonha. Até sem recato, muitas vezes, mas o mais importante: impondo a liberdade de expressão de uma minoria (que não é tão pequena assim) sem nenhum tipo de violência.

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