Cueca virada… lá vai a receita.

Atendendo a pedidos, vou colocar aqui a receita da cueca virada.

Muitas pessoas conhecem também com outros nomes, como “orelha de gato” e “grôstoli”. A minha avó chama de “croste”, mas é tudo a mesma coisa!

Não sigo a receita à risca. Tudo é calculado mais ou menos, meio de olho. Mas sempre dá certo.

Ingredientes:
1kg de farinha de trigo (e mais um pouquinho para dar liga e não grudar);
5 ovos;
1 copo de açúcar;
1/2 copo de leite;
1/3 copo de óleo;
2 colheres de fermento em pó;
1 e 1/2 colher de vinagre;
2 colheres bem cheias de margarina;
Açúcar e canela para polvilhar;
Óleo para fritar.

Preparo:

Numa superfície limpa e seca, despeje 1kg de farinha de trigo, fazendo uma pequena montanha.

Pequena montanha com 1kg de farinha.

Faça um furo no centro da montanha de farinha, grande o suficiente para que comportar todos os ingredientes líquidos.

Furo no centro da montanha.

Quebre os ovos num recipiente separado.

Um, dois, três, quatro, cinco ovos.

E vá adicionando um a um ao furo da montanha de farinha.

Ovos no buraco.

Adicione também a margarina.

Adicionando a margarina.

Ainda no centro do furo adicione o vinagre…

Adicionando o vinagre.

…o leite e o açúcar. Deixe o óleo para o final da receita, para adicionar somente o necessário.

Da esquerda para a direita: leite, óleo e açúcar.

Junte o fermento em pó.

Fermento em pó.

Agora a parte legal: com as pontas dos dedos vá misturando os ingredientes líquidos à farinha, aos poucos e com calma.
Dica importante: nessa fase, use apenas uma das mãos, pois você pode precisar da outra limpa.

Mexendo com as pontas dos dedos.

Nessa fase, vá juntando aos poucos o óleo, se sentir necessidade. Siga sua intuição.
Quando a massa virar essa bola, que deve ter uma textura bem macia, fácil de trabalhar, já se pode usar as duas mãos para sovar bem.

Tá quase lá...

Nessa fase, use o rolo de macarrão para ajudar a abrir a massa. Polvilhe um pouco daquele “extra” de farinha na bancada para não grudar.

Abrindo a massa - fase 1.

Minha bancada não é muito grande, então precisei dividir a massa em quatro partes para conseguir esticá-las o suficiente.

Dividindo a massa.

Massa dividida!

Sove mais um pouco o pedaço que será trabalhado e, como o auxílio do rolo de macarrão, abra o mais fino que puder, pois a massa é elástica e vai voltando aos poucos ao seu formato inicial.

Um quarto da massa aberto.

Corte retângulos de aproximadamente 10cm x 4cm, ou com as medidas que achar conveniente.

Retângulos.

Faça um corte, no sentido longitudinal de cada retângulo, parando pelo menos 1cm antes de cada ponta.

Cortes no retângulo.

Forma de “virar” as “cuecas”: Pegue um dos retângulos.

Como dobrar (A).

Traga uma das pontas para o centro.

Como dobrar (B).

Passe essa ponta pelo corte central.

Como dobrar (C).

Puxe a ponta novamente, fazendo com que as faixas laterais fiquem torcidas. E pronto.

Como dobrar (D - Final).

Repita esse procedimento com todos os retângulos.

Dobrando, dobrando e dobrando.

Leve ao fogo uma panela larga, coloque óleo o suficiente para cobrir as cuecas e coloque aos poucos algumas delas quando o óleo estiver bem quente.

Fritando.

Quando começarem a dourar, vire-as e, assim que dourar o outro lado, retire-as do óleo com o auxílio de uma escumadeira e as deposite num recipiente revestido com papel absorvente.

Absorvendo...

Num outro recipiente, faça uma mistura de açúcar e canela em pó, na proporção em que achar conveniente.

Açúcar e canela: traço a definir.

Retire as cuecas do papel absorvente e passe-as nessa mistura.

Passando as cuecas na mistura.

Em seguida, coloque-as em outro recipiente, também com papel absorvente, e pronto. É só comer.

Prontinho!

Rendimento: um montão.
Dica: Vai muito bem acompanhado de café, leite ou café com leite.

Buenos Aires!!

Resolvi treinar um pouquinho do meu fraco espanhol “con nuestros hermanos”… aproveitei uns dias de folga e marquei uma viagem a Buenos Aires.

Estava muito, muito tensa, pois seria a minha primeira viagem sozinha. Meu pai me deu uma carona até o aeroporto e no caminho fiquei conferindo a conferência do check list da bagagem, para não deixar passar nada. Só faltaram os remédios para dor de cabeça e cólicas, mas dei uma passadinha na farmácia no caminho e tudo resolvido.

Cheguei muito cedo no aeroporto, fiquei zanzando por lá, mas ainda muito tensa.
No avião, ainda tensa.

Só relaxei quando cheguei ao aeroporto de Ezeiza. Embora não tenha entendido muita coisa do que o cara da aduana me falou, já que além de ele estar olhando para baixo, ainda havia uma proteção de vidro entre a gente que parecia bloquear até o som, o papel que ele me entregou parecia muito importante, achei melhor guardá-lo muito bem. Descobri que meu celular não funciona lá, mas que tem várias centrais telefônicas espalhadas pelo aeroporto e pela cidade, e que a ligação é muito barata, como quase tudo por lá.

Estava com muita dor de cabeça.

Encontrei o guia que me levaria até o hotel. Ficamos esperando mais uns perdidos por lá e fomos embora. Havia muitos casais, principalmente de velhinhos com a gente. E o guia falava demais. Demais mesmo. Mas, pelo menos ele explicou o que era aquele papel que parecia importante, e vi que eu deveria guardá-lo muito bem para poder voltar sem problemas para o Brasil.

Chegamos ao hotel e eu estava com uma dor de cabeça horrível e muito enjoada. O recepcionista era muito prestativo, mas quando viu que eu era brasileira, ficou falando “portunhol”, mas eu queria mesmo é que ele falasse espanhol, afinal, estava lá para treinar o idioma. Queria sair um pouco, mas com a dor não estava aguentando nem a claridade. Eram umas 17h30min mais ou menos. Tomei remédio e me deitei. O colchão era muito fofo e eu quase caí da cama algumas vezes, pois quando mudava de posição o colchão me jogava longe!

A dor não passava, tomei mais remédio e não adiantou. Até que desisti do passeio e achei melhor descansar para tentar aproveitar o dia seguinte. Dormi. Acordei as 03h00min. Fiquei na cama até umas 04h30min, assistindo a uns filmes em espanhol. Levantei, tomei banho, desfiz as malas, programei o cofre. Foi complicado, 6 x 1 para o cofre. Desci as 06h00min e fui conhecer os arredores.

O hotel era muito bem localizado, bem no centro, o que me permitiu conhecer diversos lugares a pé e sem me cansar demais. Hotel Embajador

Fui até a praça S. Martin e dei umas voltas pela 09 de julio, a avenida mais larga do mundo, segundo me disseram.

Havia uma dessas lojas da Havanna em cada quarteirão do centro, praticamente. Tá, o alfajor é igualzinho os da Havanna daqui, mas… um terço do preço, hehe!

Gostei muito da arquitetura da cidade e, embora seja muito parecida com a cidade de São Paulo, Buenos Aires é muito mais elegante.

Há muitas praças pela cidade. Mesmo no centro.

Há vaaaaárias estações de metrô em cada bairro da cidade. Principalmente pelo centro. E os meios de transporte são muito baratos por lá, até mesmo os táxis!

Tem também uns monumentos estranhos…


Avenida 9 de Julio x Avenida Santa Fé.

Depois de uma bela caminhada, voltei para o hotel para tomar o café da manhã.

Aquela coisinha ali que parece um croissant é, na verdade, uma “medialuna”, comem isso todos os dias no café da manhã, é como o nosso paozinho francês aqui. Tem nas versões doce e salgada.

Só não recomendo o suco de laranja. Não encontrei um lugar por lá que tivesse um suco de laranja decente. Parece apenas um refresco, com muita água e açúcar, mas mesmo assim, amargo. Mas todo o resto compensa!!!!

Dei mais uma voltinha por perto, pois ainda estava cedo.

Em seguida, fui para a recepção aguardar o ônibus chegar para um city tour.

Estava acontecendo uma manifestação política. Mas me informaram que isso acontece sempre e normalmente são pacíficas.

Fomos para o bairro da Recoleta, Plaza de Mayo, Casa Rosada, Caminito, estádio do Boca Juniors e Puerto Madero.

Perto da Plaza de Mayo, fomos a uma “confitería” como dizem lá e comi uns chocolates e alfajores “Abuela Goye”, alguns com frutas do bosque da Patagônia, pelo mesmo era o que estava escrito e, verdade ou não, eram muito gostosos!

Em seguida fomos para La Boca, vi só de longe La Bombonera, estádio do Boca Juniors… não tive vontade de visitar, não. E depois, o Caminito, um bairro de colonização italiana, com alguns casarões que eram utilizados com cortiços e hoje, após a revitalização do local, virou um bairro turístico, com bons restaurantes, artesanatos e “tango de rua”, se é que pode ser chamado assim, bem diferente do Señor Tango e outros shows de tango hollywoodianos encontrados no centro de Buenos Aires.

Plaza de Mayo - ao fundo a Casa Rosada, sede do Governo.

Yo

Eu no busão.

La bombonera - Estadio do Boca Juniors.

Chegando ao Caminito.

Caminito.

Aconteceu um episódio interessante enquanto eu passava por lá: os restaurante deixam as mesas nas ruas, nas quais não passam carros, apenas pedestres, e alguns garotos ficam lá em frente distribuindo panfletos, apresentando os restaurantes e te convencendo a almoçar. Eu já tinha almoço reservado no centro de Buenos Aires e por isso tive que recusar todas as sugestões. Um deles me falou qualquer coisa que eu não compreendi de primeira e pedi para que repetisse. Em seguida, me perguntou de onde eu era. Respondi. Ele comentou sobre futebol, Pelé, Ronaldo, Kaká e por aí vai. Logo depois um outro garoto se aproximou e quis participar da conversa e perguntaram para que time eu torcia. Respondi: “Corinthians!” Na hora eles me perguntaram se eu sabia cantar o hino. Achei estranho que eles soubessem o hino do Corinthians. Quando, para minha surpresa, inicia-se um coro: “Aqui tem um bando de louco! Loucos por ti, Corinthians!” Achei isso muito engraçado e cantei com eles. A partir daí, passaram a me chamar de Corinthians. Se esforçavam no portunhol e eram sempre muito prestativos em me dar informações e tirar fotos minhas, já que eu estava sozinha. Mas ainda insistindo para que eu almoçasse… foi engraçado!

"Mini" bife de chorizo no Restaurante Natacha.

Saindo dali, voltamos e fiquei no restaurante onde eu almoçaria, bem no centro de Buenos Aires., chamado Natacha. Não tem site, mas tem umas informações aqui. O garçom era muito, muito simpático. Se esforçou bastante para me explicar o que era cada prato. Pedi um “mini” bife de chorizo… olha… se esse era o mini, eu fico imaginando o bife inteiro. Estava uma delícia. Bem macio, mal precisava da faca para cortar. As batatinhas tb! Mas não deu pra comer tudo, era muito grande. Só não recomendo o suco de laranja. Tanto no hotel como nesse restaurante era horrível. Passei a tomar só refrigerante por lá. E não tem Soda Antártica, é 7Up, rs. Nem água eu tomava, pois toda água mineral que tomei lá tinha uma quantidade imensa de sódio. Parecia água do mar… e meu lábio ficou todo ressecado, além de não matar a sede.

Saindo de lá, fui até a Calle Florida, a principal rua de compras da capital argentina. É uma rua só para pedestres. Porém, não parecia ter nada pra mim por lá. Só grifes caríssimas. Mas nada me impediu de dar umas voltas por lá. Fui até a Galeria Pacífico, um shopping incrivelmente lindo, um edifício super bem conservado, como a maioria dos prédios por lá. Em estilo europeu, criado já com o objetivo de servir como mercado da moda francesa na Argentina. De uma arquitetura imponente, com muitas janelas, uma cúpula central, extremamente elegante. Também com essas lojas caríssimas.

Calle Florida.

Galeria Pacífico.

Entrada da Galeria.

Dentro da galeria - teto.

Dentro da Galeria Pacífico.

Só que, mais ou menos nessa hora, comecei a sentir muita cólica. Ainda tentei caminhar mais um pouco por essas ruas, mas não teve jeito, tive que voltar, tomar remédio e deitar um pouco para a dor passar. Acho que não escolhi uma data muito boa pra viajar! Hunf!

Tomei um remédio atrás do outro, pois a dor tinha que passar para eu continuar a conhecer a cidade. O dia estava lindo, e eu lá no hotel, perdendo tempo. Liguei para uma empresa de turismo para agendar um passeio de trem até a cidade de Tigre e de barco de volta a Buenos Aires. Uma funcionária foi até o hotel e acertamos tudo.

A dor não passou. Fiquei lá no hotel choramingando. HUnf!

Jantar individual: entrada: um vidro inteiro de palmito com "salsa golf" (molho rosé), prato principal: praticamente um frango inteiro, acompanhamento: salada, e, como se tudo isso já não fosse suficiente: 3 paezinhos.

Jantei no hotel e, ainda com dor, resolvi passear um pouco a noite, pois não acho que tenha cabimento eu perder o pouquíssimo tempo que eu tinha por lá por causa dessa bendita dor.

Mas, eu, cagona assumida, como pode ser comprovado em outros posts desse site, não estava curtindo muito aquelas ruas escuras, então não fui muito longe do hotel e, desse modo, não conheci nada novo. Voltei e dormi.

No quarto...

No dia seguinte, acordei bem melhor, super ansiosa pelo passeio de barco. Qual não foi a minha surpresa quando vi que estava chovendo. Fui tomar o café da manhã de chinelo e bermuda e quase morri de frio. As outras pessoas no restaurante não gostaram muito não, mas eu tive que sair fechando todas as janelas. Estava ventando demais.

Tempo chuvoso

Voltei para o quarto, coloquei uma roupa mais “quentinha” e fui para a recepção esperar o ônibus que viria me buscar.

Fomos até a estação do Retiro. Que é feinha. Para pegar o “Tren de La Costa”… que é na verdade um trem “normal”, pois eu achava que devia ser um trem turístico, hunf!

Estação Retiro

E fomos até a estação de San Isidro. Que é linda. Saí para ver uma catedral que ficava atrás da estação, mas estava chovendo muito. Mesmo assim, resolvi ir. Coloquei meu simpático boné e caminhei em direção a praça. Havia algumas pessoas com medo de sair na chuva, mas quando viram a minha iniciativa, minha coragem, minha… (tá, chega, né!?) resolveram ir também. Subimos pela praça da San Isidro, na qual tem uma feirinha que disseram ser muito legal, mas não pude comprovar, pois até mesmo os vendedores estavam fugindo da chuva e não havia praticamente nada lá. Chegando a catedral, fiquei maravilhada. Em estilo gótico, tão alta que não consegui colocá-la inteira numa foto, já que não quis me afastar muito, para não ter que pisar novamente no monte de barro em que a praça se transformou durante a chuva. O interior tão belo quanto exterior. Realmente, valeu a pena tomar chuva, enlamear os sapatos, sujar o boné branco e etc. Aposto que os outros turistas ficaram tão felizes quanto eu.

Estação San Isidro

Estação San Isidro.

Estação San Isidro

Estação San Isidro.

Estação San Isidro

Estação San Isidro.

Na volta a estação, uma paradinha para um café. Na foto dá pra ver um pontinho um pouco mais escuro no meu lábio inferior… é um machucadinho por causa da água salgada deles!!!

Voltamos a encontrar o resto da tchurma! Os casais de velhinhos, claro. Pegamos de novo o ônibus, em direção a Tigre. Passamos por diversos bairros residenciais. Muito bonitos, com belíssimas construções que fugiam do clássico de Buenos Aires. Muito sossego, paz e tranquilidade. Bem diferente da agitação da capital portenha.

Chegando a Tigre, ainda chovia, mas bem fraco.

Fomos para o barco.  Muito confortável, mas infelizmente, ainda chovia. Fiquei lá dentro ouvindo as histórias da guia, olhando as paisagens pela janela com inúmeras gotículas de chuva, tomando capuccino e comendo alfajor.

Assim que a chuva deu uma trégua, saí e fui sentir o vento no rosto, mesmo que ainda estivesse um pouco frio. Havia muitos brasileiros no barco, todos se acabando na cerveja, mas nem estava calor!

As paisagens são incríveis! O rio é tão largo, que em muitos pontos não dá para ver a margem em nenhum dos lados. Parecia estar no mar, mas num mar bem tranquilo. As casinhas às margens do rio têm nomes. E esses nomes não podem de maneira nenhuma ser trocados. Todas as casas são suspensas ou bem afastadas da margem, pois as vezes o nível do rio sobe muito. Não há nenhuma ponte ligando as ilhotas ao continente. Só se entra ou sai de barco. Por isso existe o barco mercado, o barco farmácia e por aí vai, para que as pessoas não precisem ir tantas vezes ao continente.

Rio de La Plata

Rio de La Plata

Margem

Yo

Rio de La Plata

Rio de La Plata

Rio de La Plata

Rio de La Plata

Rio de La Plata

Rio de La Plata

Rio de La Plata do barco

Yo - Mira el Frio

Yo - Mira el Frio

O passeio terminou em Puerto Madero. Um lugar muito gostoso. E muito seguro também, pois é cuidado pela polícia da cidade e pela polícia do rio. Os galpões, que antigamente serviam para abrigar os produtos que chegavam nos navios, foram adaptados e se transformaram em belos restaurante. Almoçamos num deles, o La Madeleine, a comida é muito boa, eles insistem em tentar falar português… e até o menu é em portunhol. Dessa vez, já tinha aprendido e não pedi o suco de laranja, tomei apenas água e 7up! É, eu tive que tentar água de novo, mas estava salgada também!

Saindo de lá, resolvi andar mais um pouco pela cidade. Ainda havia uma chuva fraca. Sai de Puerto Madero e  fui em direção ao centro da cidade. Ao passar pela calçada, percebi um simpático trenzinho de um carro só, que é tipo um ônibus, que me assustou, pois ele passa pelo mesmo lugar onde os pedestres passam e não faz barulho nenhum. Achei muito perigoso!

Trenzinho

Trenzinho

Trenzinho

Trenzinho

Trenzinho - Parada Cordoba e Buquebus ao fundo.

Trenzinho - Parada Cordoba e Buquebus ao fundo.

Caminhei na chuva mesmo, pois achei mais interessante. Fui fotografando vários lugares interessantes, mas acho que calculei mal o ponto de partida, acabei me perdendo. Mas, como eu sempre digo: “perdida, perdida e meia!” Na verdade eu nunca digo isso, mas continuei meu trajeto sem destino mesmo, achei que seria legal.

Uma das raras ladeiras

Uma das raras ladeiras.

A chuva foi aumentando.

Avenida

Obelisco

Obelisco

Obelisco

Viela

Uma viela bem diferente das que tem aqui em Guaianases!

Cheguei a Calle Florida novamente. Dessa vez pude andar por ela toda. Mas confesso que fiquei meio decepcionada. As coisas começaram a se repetir. As lojas eram sempre iguais… os preços também. O legal é que você nem precisa se preocupar com o câmbio, as lojas aceita peso, dolar e real, numa boa. A conversão dos valores já está na etiqueta de preço e até no vidro das vitrines!

Como a chuva aumentou, resolvi comprar um guarda-chuva. A única coisa possível para mim ali. Achei um lugar baratinho, $15. Comprei um marrom, para combinar com a bolsa, pequeno. Muito fofo. Embora não seja grande coisa tê-lo comprado na Argentina, pois ele é “made in China”, como os nossos! HUnf!

Como eu já disse, há uma loja da Havanna em cada quarteirão (pelo menos), mas eu estava com vontade de conhecer outros cafés, que são muito famosos por lá, um deles é o Tortoni, na Av. de Mayo e o outro é o El Gato Negro, na Av. Corrientes. Como estava na Calle Florida, a Corrientes ficava mais perto. Fui até lá, mas antes de chgar a’El Gato Negro, passei, é claro, por um Café Havanna. Entrei ali mesmo. Me diverti muito com os atendentes tentando me explicar o que era cada coisa, pois aproveitei que a loja estava meio vazia e fiz o maior questionário. Eles se revezavam para responder a chatona aqui, e sempre que eu não conhecia alguma palavra, eles logo jogavam para o inglês, pois esses não arricaram o portunhol. Até que não foi tão difícil e, na dúvida, sempre escolhia “chocolate”!

Dentro do Café Havanna.

Dentro do Café Havanna e uma dentre os atendentes simpáticos.

Comprei diversos alfajores, doces de leite e etc. para levar para casa. Nenhuma novidade, pois tudo isso a gente encontra por aqui, mas três vezes mais caro.

Na hora de pagar, entreguei meu cartão de crédito com chip ao moço do caixa. Mas ele pediu meu documento de identidade, que estava laaaaaá no cofre do hotel, pois precisaria dele para ir embora. Descobri que lá meu chip não funciona, teria mesmo que assinar o ticket… e precisava do documento de identidade. Hunf! Tentei me explicar, dizendo que, por segurança, deixei no hotel, para não ter problemas na hora de ir embora, tentando dar um jetinho brasileiro na situação. E não é que funcionou!? Ele, claramente contrariado, deixou que eu levasse tudo o que havia comprado, mesmo sem o RG, mas não sem antes dar uma leve bronca e uma recomendação para eu andar pelo menos com uma cópia do RG. E ele tinha toda razão, né!?

De lá continuei caminhando na chuva, passei por uns lugares menos elegantes, realmente eu estava perdida.

Buenos Aires

Quanta elegância!

Quanta elegância!

Casa dos Little!

A casa dos Little!

Passei pelos teatros: Cervantes e Cólon, sendo que este, infelizmente, estava em reforma (há anos).

Teatro Cervantes

Teatro Cervantes

Teatro Colón.

Teatro Colón.

Depois disso, a chuva já tinha passado, mas já estava escurecendo e eu, cagona, resolvi voltar pro hotel.
Fiquei chateadíssima quando soube que meu vôo foi antecipado e que no dia seguinte eu não teria tempo pra nada, hunf!!!!

Ah, olha só que legal que tinha por lá e eu trouxe um monte pra casa:

SKITTLES

SKITTLES!!!!!!!!!!!!!

Tomei banho e saí para jantar. Comi massa, já estava meio cheia de carne!!!
Dei uma voltinha curta e fui dormir.

Acordei bem cedo e antes mesmo do café da manhã fui conhecer a “Puente de la Mujer” em Puerto Madero.
Peguei um táxi só para ganhar tempo, pois daria para ir a pé. O motorista muito estranho, mal encarado, ficou me fazendo muitas perguntas e eu desesperada para que chegasse logo ao porto. Contei pra ele que meus amigos estavam me esperando lá, pra ele não tentar me sequestrar ou algo assim. Pode parecer paranóia, mas não é fácil ser muito confiante quando se está sozinha! Acho que não demorou nem 10 minutos, mas pareceu uma eternidade.

Puerto Madero

Puerto Madero

La Puente de La Mujer

La Puente de La Mujer

Porto

Puerto Madero

En la Puente

En la Puente

Como era muito cedo, tinha pouca gente passando por lá. Queria que alguém tirasse uma foto minha com a ponte, mas estava com muita pressa, pois ainda tinha que arrumar as malas para ir embora.
Foi quando passou uma moça, andando devagar, daí gastei todo o meu espanhol para pedir para ela tirar uma foto minha. Só que ela fazia uma cara de que não estava entendendo. Achei estranho, pois meu espanhol não é tão fraco assim. Então, resolvi fazer mímica, mesmo, devido a urgência que a situação demandava. Apontei pra ela, pra câmera, pra mim e finalmente para a ponte. E então, ela respondeu: “Course!” E pegou a câmera.
Fiquei muito contente por saber que o problema não era eu, mas sim ela que não falava espanhol!!

Yo y la puente

Yo y la puente: foto sacada por una chica que no habla español, o habla menos que yo, pero es muy agradable.

Passeei mais um pouco pelo porto e logo voltei para o hotel com um taxista mais simpático.
Tomei café da manhã. Fiz as malas. E voltei.

Campos do Jordão…

Não sei o que me deu na cabeça para fazer um “bate e volta” em Campos do Jordão, justamente em época de alta temporada. Só sei que fui.

Não conhecia a cidade, só consegui passagem para as 06h00min!!! É, da manhã! Portanto saí daqui, da ZL, as 04h00min em direção ao terminal Tietê.

Não vou comentar o fato do metrô só abrir as 04h40min e não ter ônibus esse horário aqui perto da minha casa… não vale a pena.

Mas, por fim, cheguei ao terminal no horário.

Campos do Jordão - 09-07-09 (2)

Em seguida, encontrei com a Thaís, minha companheira nesse programa de índio!

Campos do Jordão - 09-07-09 (171)

O ônibus resolveu chegar antes do programado, as 08h30min. Não havia N-A-D-A lá nesse horário… e como não conhecíamos a cidade, estávamos sem carro e sem hotel… o que fizemos!? N-A-D-A, claro. Só andamos… andamos… andamos…

Mas, foi muito bom, pq na hora em que os shoppings e restaurantes abriram e os turistas começaram a surgir, já estávamos familiarizadas com o lugar.

Campos do Jordão - 09-07-09 (6)

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Como não fomos fazer compras e ainda não estávamos com fome, resolvemos ir ao Morro do Elefante, para tirar fotos, cujo acesso principal se dá através de um… teleférico.

Como não fomos fazer compras e ainda não estávamos com fome, resolvemos ir ao Morro do Elefante, para tirar fotos, cujo acesso principal se dá através de um… teleférico.

Campos do Jordão - 09-07-09 (18)
Mas, eu, uma cagona assumida, relutei muito em ter que andar naquele “troço” (nossa, pareço minha avó falando). A Thaís não insistiu muito também… então, enquanto pessoas de todas as idades subir por aquele “treco” (inclusive crianças e pessoas com a idade da minha avó), fomos procurar outros meios de chegar até lá.
Descobrimos que seria muito cansativo e perigoso tentar chegar lá a pé. E um cowboy muito simpático (com muito jeito de mineiro… um sotaque caipira gosto de ouvir) sugeriu subir a cavalo. Mas, eu, uma cagona assumida… bom, não preciso falar tudo de novo, né?
Pensamos muito, então resolvemos ir por aquela “coisa” mesmo.
No caminho para a bilheteria do teleférico, vimos o bondinho, que nos leva a um passeiozinho pela Vila Capivari e sobe a montanha, pela pechincha de R$ 10!! Aliás, tudo lá é pelo menos R$ 10… por isso acho uma pechincha!!
Então, deixamos a tortura de enfrentar a teleférico para depois do almoço e fomos passear pela montanha.
Ao entramos no bondinho, nos entregaram um panfleto:
PANFLETO CAMPOS
Eles também levavam ao Morro do Elefante e ao Horto, que eu também queria conhecer mas era muito mais longe. Fiquei muito feliz por não ter que usar aquele “treco”.
Ao perguntar para o guia quanto custaria esse passeio ele nos informou trintinha… para cada uma!!!! Fiquei meio absurdada, afinal… mais caro do que pagamos para chegar em Campos, poxa… mas aceitamos, tudo para evitar o terrível teleférico. Mas esse ficou para a tarde, ainda íamos conhecer o resto da Vila e a montanha de trenzinho com o guia divertido.
A primeira parada desse passeio foi a “Ducha de Prata”, eu achei que seria algo interessantíssimo… mas não. Tinha alguma coisa da Sabesp lá em cima… mas não importa, fotografamos mesmo assim.
Campos do Jordão - 09-07-09 (51)
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Em seguida continuamos o passeio visitando as casas do morro… ops, as mansões da montanha.
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E a vista deslumbrante, onde podemos ver mais mansões lá embaixo.
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Campos do Jordão - 09-07-09 (63)
Campos do Jordão - 09-07-09 (67)
Campos do Jordão - 09-07-09 (73)
As paisagens valeram muito a pena, fora que o dia estava lindo!!!
Quando voltamos era a hora do almoço e tudo estava muito, muito, muito lotado. Tinha filas nas portas de todos os lugares. Resolvemos deixar o almoço para mais tarde e embarcar naquele passeio que custou R$60 para nossos humildes bolsos. E um motorista que mal falava com a gente.
Fomos primeiro ao morro do elefante (sem teleférico, uhu!!!).
Ju e o tempo.
E a agradabilíssima temperatura de 20°C colaborou para um dia maravilhoso!!
Vista 1
Vista 2
Vista 4Em seguida fomos ao horto florestal:
Horto.
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Campos do Jordão - 09-07-09 (166)
Os lugares eram legais, mas não pudemos curtir muito e nem conhecer o parque todo, pois não tínhamos muito tempo e estávamos com fome, pois ainda não tínhamos almoçado!
Tiramos mais algumas fotos e logo voltamos.
Horto
Campos do Jordão - 09-07-09 (173)
Campos do Jordão - 09-07-09 (184)
Saindo do horto florestal, fomos correndo almoçar. Embora já fosse lá pras 15h da tarde, ainda havia fila nos restaurantes. Comemos muito bem, com som ao vivo (mpb). Pagamos muito caro por isso e, em seguida, resolvemos comprar alguns chocolates. Depois corremos para a rodoviária, pois nosso ônibus saía as 17h30min. Tomamos chocolate quente dentro do ônibus mesmo, pois já estava em cima da hora.
Chegamos cansadérrimas, pois andamos muito (a maior parte do tempo perdidas). Mas valeu a viagem e, principalmente, a companhia.
Tha e Ju
Valeu, Tha!! Minas está esperando a gente!!

Parada!

Parada Gay (16)

Parada GLBT 2007 – Avenida Paulista – São Paulo.

Não sou uma pessoa muito bem informada, não vejo tv e nunca estou atenta às novidades. Isso fez com que eu fosse parar na Avenida Paulista no dia da Parada GLBT.

 
Parada Gay (6)

 

Sempre tive vontade de dar uma passadinha por lá, mas não imaginava que isso fosse acontecer naquele dia! Confesso que, a princípio, fiquei um pouco surpresa. Não imaginava que haveria tanta gente. Mal conseguíamos andar por lá, não havia espaço. É claro que era um pouco bangunçado, algumas câmeras e celulares foram roubados (foi o que disseram, mas não roubaram nada de mim e nem da galera que estava comigo) mas tenho que admitir que nunca vi tanta alegria assim, generalizada. Todo mundo feliz, sorrindo, fantasiado, curtindo, beijando, dançando, passando a mão, literalmente. Praticamente um carnaval. Mas tudo gente boa! Não havia tumulto e nem confusões. Muita gente simpática. Havia até famílias inteiras lá. E, além dos “furtos”, nenhum tipo de violência. O que é incrível, já que, segundo os organizadores, passaram por lá aproximadamente 3,5 milhões de pessoas.

parada1

 Não sou lá um modelo de empolgação. Na verdade, sou bem desanimada. Verdade verdadeira mesmo, eu sou é bem chata: não danço, não bebo, não gosto de baladas, não grito na torcida e nem corro pro abraço. Mas a avenida Paulista, em dia de Parada GLBT… tira qualquer um do sério. Ainda mais quando vi, lá longe, um dos carros “alegóricos” chegando, escrito “DEMOLIDOR” na frente, de forma imponente, e quando passa, os caras fortões, todos seminus, com asinhas de borboleta.

Parada Gay (38)

demolidores

Muito divertido! O mais interessante é que nesse dia dia, todas as pessoas que estão lá, estão isentas de qualquer tipo de preconceito… transformam um cartão postal da cidade, que durante todos os outros dias do ano é cenário de engravatados, sinônimo de trabalho e correria, em pura diversão. As pessoas são mais tolerantes e são capazes de mostrar o melhor de si sem vergonha. Até sem recato, muitas vezes, mas o mais importante: impondo a liberdade de expressão de uma minoria (que não é tão pequena assim) sem nenhum tipo de violência.

Fotenha!!

Salesópolis-115

Pequena viagem passando pela cidadezinha de Salesópolis. Essa imagem foi captada de dentro do carro em movimento. Gosto muito de fotografias, principalmente paisagens, e resolvi me dedicar um pouco mais a isso, embora não seja tanto quanto eu gostaria…

Paranapiacaba.

Castelinho-Paranapiacaba

Passeio solitário à Vila de Paranapiacaba. Domingo de manhã. Festival de inverno.

Um dia frio, mas com sol presente. Belas imagens. Ótimas fotos. Cenário encantador.

Essa foto é do chamado “Castelinho”, casa onde vivia o engenheiro responsável pela contrução da ferrovia. Ela se encontra num ponto alto da parte baixa Vila e com janelas para todos os lados, para que, de lá, pudesse se ver todo o andamento da obra.

Embora pareça um lugar antigo e abandonado, essa vila,  pertencente ao Município de Santo André, oferece um interessante passeio cultural e de aventura. Castelinho

Essa é a vista do Castelinho da parte alta da Vila, por onde iniciei o passeio. Dá vontade de morar lá!

Estação Ferroviária

A estação ferroviária na parte baixa da Vila. Lá tem um museu com várias peças da época da construção e da operação da ferrovia. Assim como as locomotivas e os vagões.

Por dentro do trem

Esse é um vagão da primeira classe. Aquele cara alí o canto é de verdade, viu!? No museu podemos contar com esses “personagens”.

Muitas pessoas vão para lá para fazer trilhas e outros esportes de aventura… eu fui apenas para conhecer e fotografar.

Uma vila que preserva sua arquitetura, sua ferrovia e suas matas, tudo isso bem próximo a São Paulo. Vale a pena conferir.